Acidente com bebê detona operação contra brinquedos piratas em SP

Categoria: Geral | Publicado: terça-feira, fevereiro 2, 2016 as 07:59 | Voltar

Um acidente doméstico com um bebê detonou uma operação contra os brinquedos piratas no comércio popular de São Paulo.

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/02/acidente-com-bebe-detona-operacao-contra-brinquedos-piratas-em-sp.html

Uma menina correu risco de vida depois de engolir uma bateria. Uma situação desesperadora. Os pais descobriram que a menina, de 11 meses, tinha engolido uma bateria, daquelas redondinhas, tipo botão, achatada. Tinha o risco de ela engasgar e também dos componentes químicos dessa bateria vazarem.

Uma imagem para deixar qualquer família desesperada. Dá para ver a bateria, do tipo “botão”, no estômago da criança. Quem engoliu a bateria foi Lívia, de 11 meses. “Ela estava já mastigando, aí a gente foi ver, eu abri já a boquinha dela para ver o que era e encontrei duas baterias, dessas “botão”. Aí a terceira eu não encontrei e fiquei um pouco desesperada, comecei a levantar as coisas de casa para ver seu eu achava ela”, diz a mãe, Jéssica Firmino Lima, técnica em química.

“Foi coisa muito rápida, você não espera uma coisa dessa”, afirma o pai, Lucas Santos Lima, locutor.

O brinquedo que provocou o acidente é exatamente como o mostrado na reportagem, todo de borracha e com a peça que tanto chama a atenção das crianças: emite luz e a gravação com o relincho do cavalo. O que realmente assusta é que a peça fica solta e é facilmente retirada por uma criança. As mais curiosas podem até cutucar e tirar as baterias. Foi o que a Lívia conseguiu fazer em segundos.

“E essas baterias, é bom lembrar, têm metal pesado dentro da composição química da bateria, e isso, evidentemente, ingerido, vai gerar uma reação química dentro do organismo. Essa reação é que pode levar a criança à morte ou, se ficar aqui engasgado, aqui no pescoço, na laringe, na faringe, vai levá-la à morte, não tenha dúvida nenhuma”, afirma o superintendente do Ipem em São Paulo, Clóvis Volpi.

O Ipem - Instituto de Pesos e Medidas - recebeu a denúncia da mãe da Lívia e resolveu fazer uma blitz. Os fiscais foram na segunda-feira (1º) a 17 lojas do ABC e da cidade de São Paulo. Em 12 encontraram brinquedos sem o selo do Inmetro. Dez dessas lojas tinham o cavalinho chinês. E um dos brinquedos ainda tinha um selo falsificado.

A bateria que foi parar no estômago da Lívia passou para o intestino e, 24 horas depois, foi expelida.  “Nossa, uma felicidade, um alívio, tranquilidade, parece que ela nasceu de novo, e a gente também, diz a mãe de Lívia, Jéssica

Depois do susto, os pais examinaram o cavalinho que a menina ganhou no Natal e descobriram que o brinquedo era pirata. Ele ainda é um companheiro. Mas, agora, em silêncio e sem luzes. “O selo do Inmetro tem que ter, e segundo, é melhor você investir um pouquinho mais no brinquedo do seu filho ou da sua filha, mas dar uma coisa com qualidade”, diz o pai, Lucas.

Nessa fiscalização de segunda-feira (1º), o Instituto de Pesos e Medidas reprovou 622 brinquedos. Eles não tinham o selo do Inmetro, nem a etiqueta com a indicação de faixa etária.

Fonte:

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2016/02/acidente-com-bebe-detona-operacao-contra-brinquedos-piratas-em-sp.html

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